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Prezado leitor, a velha questão de se aprender com erros é ressaltada nesta edição. Empreendimentos logísticos que, de forma característica, impõe ao solo pequenas tensões da ordem de 5 ton/m2. A presença de solos moles induz, tradicionalmente aos projetistas, o uso de estacas considerando-se, até bem pouco tempo atrás, a ausência de outra solução para a fundação do empreendimento. 

Com o estaqueamento cria-se, tradicionalmente, situações bem particulares, considerando-se a alta rigidez imposta à estrutura do empreendimento. É interessante observar que, na maioria destes empreendimentos, pela situação do local, há necessidade de se empregar espessos aterros para se chegar ao greide de projeto, o que carrega o solo mole, isento de resistência. A partir daí, antes mesmo da construção iniciada, já começam as deformações no aterro. Inicia-se o pavimento do empreendimento, em toda a sua extensão, incluindo-se o estacionamento. A diferença de rigidez imposta à estrutura do empreendimento, sobre as estacas, e a do pavimento apoiado no aterro, sobre o solo mole, promove toda sorte de recalque diferencial, depreciando o negócio desde seu início. Esta situação é comum em todo o Brasil, o que caracteriza um erro de projeto, que se repete. O melhoramento do solo, com o geoenrijecimento estabelece um novo padrão de solução para este tipo de empreendimento, caracterizado pela leveza das cargas impostas ao solo e, naturalmente, a interrupção do erro sistemático de se estaquear.

A engenharia necessária para se ampliar uma rodovia tem seus princípios e segredos, muitas vezes esquecido. O resultado são trincas longitudinais ao longo do pavimento, geralmente logo após sua execução, exatamente na junta que se formou entre o antigo e o novo. Os motivos são vários e o principal, talvez, seja a diferença de rigidez existente entre solo de fundação da antiga rodovia e o da ampliação que, muitas das vezes está sobre solo mole, além da ausência de escalonamento no antigo talude, etc. Esta matéria procura evidenciar estas causas, apresentar solução e casos de obras, o que a torna única e interessante.

Por último, continuamos a apresentar informações técnicas valiosas acerca do processo de recalque diferencial, conhecendo-se a morfologia das trincas e fissuras provocadas na estrutura, o que ajuda a compreender os movimentos existentes e suas causas. Boa leitura

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