Posted on

O rompimento da barragem em Brumadinho (MG), três anos após o de Mariana (MG), é um filme de terror. De antemão, a impressão que se tem, pelo noticiário da imprensa, nos dá sensação de que o programa de segurança de barragens, articulado pela ANM é inócuo. Seja como for, na televisão, vemos que o governo só dispõe de alguns geólogos para fiscalizar cerca de 600 barragens de rejeitos que o DNPM mapeou no País. Primordialmente, está claro e tardio que torna-se necessário nova regulamentação, mais rigorosa sobre barragens de rejeitos.

Esta questão adquiriu contornos de calamidade pública no Brasil e, além disso, em Minas Gerais. Desta maneira, é hora de mobilizarmos todos os recursos disponíveis para fazermos uma abordagem imediata – retomando-se a iniciativa. Eventualmente, empresas de geotecnia, de todo o Brasil, deveriam articular-se de modo a montar-se uma força tarefa com notáveis especialistas, de modo a vistoriar barragens, considerado as de maior risco que, segundo se sabe, são cerca de cinquenta.

Estes especialistas proporiam diagnóstico detalhados de cada uma delas. Estabelece-se o início imediato das obras de melhoramento de solos, nos casos em que o risco é eminente.

Em suma, evidentemente, sabe-se que o custo destes serviços é o maior entrave para tal. Mas, porque o BNDES não abre uma linha de crédito para financiar este trabalho. Nossa engenharia geotécnica é uma das melhores do mundo. Temos a obrigação de interromper este ciclo de desastres, que afeta a todos nós.

Deixe um comentário