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Todos os estados amazônicos, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão , dependem de seus rios e, qualquer anormalidade na relação homem-rio, afeta enormemente suas economias. Sendo assim, na época da vazante desses gigantes, há o conhecido e frequente fenômeno das “terras caídas”, processo de rutura que ocorre nas áreas ribeirinhas e portuárias, provocado pelo excesso de poropressão no solo, que ainda perdura, devido ao período de cheia, jogando embaixo taludes e contenções. 

 No entanto,  com a cheia, ocorre o aumento da poropressão do solo à montante e, com a vazante ocorrendo em apenas 6 meses, nenhuma destas técnicas ajuda a sustentar a enorme pressão hidraúlica que se impõe no solo, razão pela qual tudo desbarranca. A questão é muito simples, em suas margens, encontram-se solos aluviais inconsolidados e com coesão praticamente nula, apresentando alta fragilidade que, com o aumento da poropressão, uma, duas ou três linhas de “reforços”, na borda do talude, deixa de ser páreo. Em conclusão, rutura na certa. 

Consequentemente, esta matéria vem alertar para a utilização da real solução, o melhoramento do solo. Por exemplo, pode citar-se o melhoramento do solo na zona portuária de Manaus, após a tragédia de 2010 que, a partir deste evento não mais teve qualquer problema. Assim, a solução para zonas ribeirinhas amazônicas é o melhoramento do solo. As outras duas matérias visam um outro acontecimento, a ampliação rodoviária e seus novos aterros justapostos aos antigos, que é tão latente quanto atual, e que vem apresentando enormes problemas, exatamente pelo desconhecimento de suas particularidades. Exatamente, são as inerentes deformações que ocorrem após a ampliação executada, isto desconsiderando a presença de solo mole na fundação. Pretende-se, com estas duas matérias, dar mais informação aos leitores, de modo que possa haver o natural compartilhamento e, consequentemente, eliminar-se estes problemas.

Boa leitura