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Recalques e a efetividade do melhoramento de solos moles. 

Quando uma obra geotécnica recalca, o proprietário exige saber o porquê. É utopia geotécnicos acreditarem que praticar a engenharia perfeita, ou em conformidade com o padrão normativo, lhe proporcionará imunidade à responsabilidade civil. Fato é que, quando ocorrem deformações em um empreendimento, assentado sobre solos moles, todas as partes, inclusive geotécnicos, são chamados à depor. 

A presença de solos moles é sinal de complexidade e de problemas. A solução com estacas é simplória, porque atravessa a camada mole e assenta no solo competente. O fato é que, na maioria das vezes, a execução do aterro básico, para se chegar ao greide de projeto é, realmente, o problema, porque estacas não sustentam aterros. É aí que, via de regra, está o problema. A carga ou peso do aterro esquecido promove toda sorte de deformações, já que  comprime e adensa o solo mole, inclusive nas estacas, via atrito negativo.

 É esse tipo de problema, cada vez mais frequente, que promove litígios entre projetistas, construtoras e proprietários, exigindo a presença de geotécnicos especialistas em solos moles para opinar. Por este motivo estamos, nesta edição, dedicando todo seu conteúdo para realçar a questão, chamando a atenção para a situação inconsequente de projetistas, que nada entendem de argilas moles, especificarem estacas achando que não terão problemas. O correto é consultar geotécnicos, com conhecimento em solos moles para, conjuntamente, analisarem todos os aspectos pertinentes, invariavelmente necessitando de melhorar o solo com Geoenrijecimento, mesmo se persistir a idéia do estaqueamento. 

Boa Leitura.

 

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