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DESMISTIFICANDO O MELHORAMENTO DE SOLOS ARGILOSOS MOLES

Tempos difíceis, como advento do Coronavírus. Melhorar solos moles também é uma atividade extremamente difícil, que pouquíssimos consultores geotécnicos dominam. Via de regra, devido ao desconhecimento da mecânica pertinente, optam por apresentar soluções que atravessam os depósitos moles, literalmente ignorando-os. 

Uma grave situação

A situação é tão grave, que no bojo da questão sem solução, permite-se aterrar o terreno sobre o solo mole, impondo imediatamente recalques, antes mesmo de começar a obra. A partir daí, projeta-se estaqueamento para cargas irrisórias da ordem de 5ton/m2, deixando claro o desconhecimento da técnica de melhoramento de solos moles. Neste cenário, a obra “começa” já com recalques diferenciais ao longo da construção, seja com soluções de georeforço com colunas, caracterizado por transferir a carga para camadas de solos resistentes ou simplesmente com estacas, seja com hélice contínua ou pré-moldadas. Do mesmo modo, ignora-se os efeitos, que o processo de recalque está a impor no aterro e nas própria colunas/estacas, iniciando-se a construção dos pilares, paredes, etc. Com a obra pronta, o cliente percebe desaprumos e desnivelamentos ao longo da construção, manifestando-se insatisfeito e cobrando solução. 

Definitivamente este é o lugar comum da maioria das construções logísticas brasileiras, construídas sobre solos moles. Nesta edição, sob a ação do COVID-19 procuramos, com a matéria “Desmistificando o melhoramento de solos argilosos moles”, apresentar mais informações acerca dos equívocos do dimensionamento de aterros de pré-carregamento para terrenos com solos moles mais profundos que 5 ou 7m, assim como do uso de georeforço com colunas, seja de brita ou deep mixing, ressaltando os inevitáveis recalques diferenciais ao longo da obra. A matéria “Dimensionando o solo mole para operação e estocagem de pilhas de minério de ferro”, é um caso típíco de dimensionamento do melhoramento do solo mole para tensões no solo tão altas quando 4kg/cm2. Finalmente, com a matéria “A influência e a importância do comportamento da poropressão no contexto do solo argiloso mole” procuramos mostrar a importância das análises piezométricas e da relação poropressão-recalque no contexto do solo mole.

 Boa leitura.

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