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Melhorar solos moles é uma atividade pouco conhecida entre nós e a arte de certificá-la mais ainda. O necessário e fundamental conhecimento do que seja solo compósito, produto do melhoramento do solo mole, torna-se obrigatório, sem o qual, simplesmente, não se poderá adentrar neste complexo domínio geotécnico: o solo mole.

A questão das inserções rígidas ou semi-rígidas e o solo circundante, possui dimensão que poucos compreendem, razão pela qual, ainda, insiste-se em avaliar o melhoramento do solo mole com ensaios penetrométricos SPT, CPTU e palheta, sem qualquer efeito. É esta grande questão que apresentamos, nesta edição da SSBR, como matéria principal.

A técnica de geoenrijecimento de solos moles que, efetivamente, melhora-o, impõe o necessário processo de compressão radial, na argila saturada, com a formação dos bulbos, via expansão de cavidades. Este processo deforma-a centenas de vezes, o que nos leva ao conhecimento da teoria das pequenas e grandes deformações tornando, também, imprescindível a compreensão da modelagem numérica, ferramenta essencial para simular o comportamento de solos complexos, como a argila mole.

A última matéria, desta edição março-abril, refere-se a arte de construir no meio da selva amazônica, um enorme desafio geotécnico, considerando-se o contexto do seu relevo, clima, vegetação e hidrologia, fatores extremamente limitantes, além da presença de solos moles. A grande questão, efetivamente, não são as necessárias estradas mas, sim, suas bases com espessos aterros, que se tornam obrigatórios para vencer toda a sorte de desníveis, impondo cargas da ordem de até 5kg/cm2. Apresentamos uma análise de soluções, com base no conhecimento geotécnico de um trecho, ora em desenvolvimento de projeto, objetivando-se selecionar um desfecho com o melhor custo-benefício. Boa leitura.


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